sábado, 31 de janeiro de 2009

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Hey people!!
Ontem não fomos à Tenda Bar, bastante gente já tinha me falado super bem de lá, eu particularmente não gostei, não gostei pq o lugar é pequeno, a pizza só tem recheio, tem que esperar mesa, as músicas são boas (Bossa Nova, MPB, Victor e Léo), porém na ocasião me deu sono!
Fora que tudo é mais caro que nos outros lugares!
Ai, desculpa, mas não consigo não reclamar!!
Depois subimos pra praça...lá estava legal, tava tendo show do Porão 214, eu curto, acho que eles tocam e cantam muito bem!
Contudo eu estava muito feliz, simplesmente pq parou de chover, depois de seis dias consecutivos com chuva sem sol, eis que ontem surgia um sol tímido, e consequentemente uma noite estrelada.
Ontem se encerrava o mês mais legal do ano, como amo Janeiro. Fiz a conta de quantas pessoas veio para Extrema nos visitar esse mês, me surpreendi; 21 pessoas, todos da família, exceto a Pri, amiga da comunidade United. Mas valeu a pena disputar por chuveiro, colchão, internet etc!
Cachoeira, Piscina, lanchonetes, show zuados, Braga City!!
Agora chegou o momento de me despedir das férias, e correr atrás das coisas, muito estranho saber que a facul acabou, mais estranho ainda saber que vou morar sozinha, e muito bom saber que vai ser em Sampa, terrinha da garoa, como sempre digo, um bom filho a terra torna!!
Se vou sentir saudade de Extrema?
Só se for de poder sair, e chegar 4h da manhã em casa sem correr o risco de ser assaltada...rs, zuera, vou sentir saudade de várias outras coisas!!
Agora vou aproveitar o sol, e dar uma volta!!



Beijo, e muito sucesso!! A foto é na Tenda; Thamires, Eu, Talitonga, Kellonga, e Gabyçuda (fazia tempo que não saíamos juntas hein?! rs) !!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

“Os CHINESES que me perdoem, mas LIMPEZA é fundamental”.


Os passeios com meu pai pelo centro de São Paulo marcaram a minha infância, era levada por ele a Praça da Sé, e a Ladeira General Carneiro; sempre achei fantástico esse passeio, não me perguntem o porquê, andávamos durante horas seguidas: íamos a Clóvis comprar calçado, passávamos nas Lojas Americanas para comprar chocolates, e ainda olhávamos as barracas dos camelôs, sempre era impedida por ele ao tentar comprar algo para comer nas barracas, mas compreendia pelo fato de tudo ficar muito exposto aquele ar “puro”.
Nunca entendi mesmo o motivo de não poder comer em algumas lanchonetes aparentemente limpas. Avisava a ele que estava com fome, que naquele lugar tinha coxinha de frango, e o melhor de tudo, estava sempre vazio, não teríamos que esperar eternamente para recebermos o nosso salgado. Meu pai que nunca foi muito de se prolongar nas palavras, respondia que ali não, porque era um local sujo, os donos eram chineses.
Qual a ligação entre chineses, sujeira, salgados?! Nunca entendi nada, mas sempre me contentei em comer em qualquer outra lanchonete, ou ainda melhor, aquele pãozinho de queijo das Americanas. Todavia o tempo passou, as coisas mudaram, e até mesmo o pãozinho de queijo das Lojas Americanas não existe mais; sempre que passamos juntos na Praça da Sé é na correria, ou pra resolver algo, ou mesmo pra resolver algo...rs
Nunca mais tive vontade de comer nas lanchonetes cujos donos são chineses, me convenceram de que LIMPEZA é fundamental.
Portanto dias atrás estava com meu pai em uma cidade do interior, quando avistei uma lanchonete dos nossos “amigos” chineses. Pensei, agora descubro a história de vida que levou meu pai a nunca mais a entrar numa lanchonete dos orientais. O pensamento foi interrompido, ele olhou pra mim, e disse:
-- Sabe o motivo de essas lanchonetes viverem vazias?
-- Não, qual é?
-- Porque os chineses não têm higiene, acrescentando que uma vez estava no Praça da Sé, e foi comer um pastel, e dentro deste havia um grampo.
Eu ri, fiz cara de nojo, mal sabia ele que acabava de desvendar algo que me perturbava desde a infância. Esse dia terminou, o tempo passou, e novamente me encontrava na cidade do interior na qual foi feita a revelação; só que dessa vez minha irmã me acompanhava, tive uma grande pequena idéia, a de comer pastel na lanchonete “Portal da China”, minha irmã aceitou o convite na hora. Pedido feito, pedido atendido, naquele momento chegava aquele pastel delicioso em nossa mesa, apreciava deliciosamente meu pastel, quando de repente... não, não era um grampo, se tratava de um fio enorme de cabelo, talvez fosse a vingança de há tanto tempo ter resistido entrar em uma dessas lanchonetes.

“Nada contra vocês chineses, mas LIMPEZA é fundamental”.
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Quero aproveitar o espaço pra divulgar meu fotolog, terceiro ano de fotolog...rs
Muitíssimo obrigada!!
Beijo, e sucesso (tem que ter né?!)...rs

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tem Visto o Pessoal? (Adaptação de uma crônica do Antonio Prata).

Reconheci assim que bati o olho: Lídia Fercondinni, 3ª B, usava rabo de cavalo, tinha cabelo enrolado e quebrou a lancheira da Guiga desastrada no último semestre do ano . Agora com o cabelo “chapado”, alta e magra, Lídia caminhava ali no supermercado, não era muito diferente da Lídia de 1997.Pensei em ir até lá, mas algo me segurou. Dizer o que? “Lídia Fercondinni”! 3ª B! Usava rabo de cavalo, tinha cabelo enrolado, e quebrou a lancheira da Guiga desastrada no último semestre de aula! Caso se lembrasse de mim, ela responderia algo na mesma linha: “Quezia Rosa, 3ºB! Respondona, usava xuquinhas, calça de moletom acima da camiseta, e no final sempre dava um jeito de ir bem nas provas!”.Ficaríamos nos olhando, os sorrisos minguando ao nos darmos conta de que eu não sou mais a garota das xuquinhas, e ela não usa mais cabelo enrolado, graças a progressiva – quem sabe a Guiga desastrada, até se tornou uma pessoa centrada, e que presta a atenção no que faz – e não há nenhuma relação entre nós, salvo termos freqüentado a mesma escola e, agora, por um acaso nos encontrarmos em um mesmo supermercado. O silêncio advindo dessa melancólica constatação não duraria muito -- nós, brasileiros, somos muito ruins de silêncio -- e seria logo preenchido por “Tem visto o pessoal?”. “E Guiga desastrada?”, eu talvez perguntasse, fazendo a indução absurda de que ela quebrou a lancheira da menina, em 1997, saberia de sua vida em 2009. Caso soubesse, no entanto, teríamos um rumo: “Parece que está cursando Administração, e vai passar um ano na Europa.” Breves currículos desfraldados, ela comentaria que ficou sabendo que me mudei em 1997 mesmo, não podendo estudar com eles em 1998. Com muito entusiasmo nos “apresentaríamos” como se tivéssemos sido grandes amigas de infância.
Trocaríamos msn’s, deixaríamos o nosso orkut, e talvez até mesmo o número de nossos celulares. Conversaríamos algumas vezes, e poderíamos até mesmo tentar um novo encontro, provavelmente este fosse frustrado. Talvez nos encontremos em 2022, em São Paulo, comentemos sobre esse dia, em um novo supermercado, ou naquele mesmo da Av. Oratório, e nos perguntemos outra vez sobre o destinos de Guiga desastrada, ou quem sabe morramos sem nunca mais cruzarmos nossos caminhos -- o que pode soar mui filosófico, mas é apenas a mais prosaica das constatações. Que coisa, né?